sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Ponto.





Costurei todos aqueles amores indecentes na barra da minha saia, grudei no meu sorriso uma dessas frases medíocres de fim de noite. Resolvi que não me importaria com meu cabelo desalinhado ou com a minha bolsa vermelha cheia de casos perdidos, sorri amarga.
A vida meu bem, é muito mais do que você quer que ela seja, afinal todos nós somos iguais, todos sangramos vermelho, e você uma hora dessas vai se dar conta disso, e pra minha surpresa eu espero que não seja muito tarde.
Porque eu sou fruto de um acidente, e cresci contra a vontade de muitos, e isso só me fez perceber que o que não suja, molha, e o que não quebra, machuca. Feito as palavras que você jogou na minha cara e se dissolveram em meu peito fraco de desilusões ácidas.
E isso, já deu no saco, é excessivamente igual. São palavras gastas que não deveriam ocupar muito o espaço das minhas mãos, a diferença é que agora eu agüento o tranco, e te vejo como todos vêem: um cara sentado no sofá, sujando meu tapete com cigarro. Inútil e desprezível.

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quarta-feira, 4 de novembro de 2009

O melhor presente.

E talvez eu seja distraída demais para perceber as coisas ao meu redor, sei lá. Mas só percebi alguma coisa, quando suas mãos delicadas envolveram as minhas, olhei para o seu rosto e o vento levou seus grandes cabelos cor de avelã para trás - você sorriu, fez uma careta como se falasse: “Aii, tem coisa aí”.
E então vieram as vendas, eu sorria e berrava para o céu azul daquela manhã de quarta-feira, o sol era como um buraco no céu, quente e eufórico. Escuridão.  Sim havia alguma coisa ali. Eu podia ouvir vozes, risinhos e maquinas fotográficas, apertei sua mão e você apertou a minha de volta.
E pode parecer ridículo, mas me senti especial ali, não por estarmos vendadas no meio de um campo com um sol sobre nossas cabeças enquanto colocava-mos  goela abaixo qualquer coisa que nos revelasse o que era aquilo tudo. Era porque percebi que eu podia contar não só com você, mas com umas das vozes que nos guiavam para a escuridão quente daquele campo, por que ela era uma voz confortante e inesquecível.
“Aniversariantes”
Claro, eu dia 1 e você dia 2, ri da idéia de não ter imaginado antes, ri da idéia de terem se lembrado da gente, amigos especiais como os nossos são difíceis de encontrar, e tive certeza disso no momento em que tirei a venda dos meus olhos e senti minha pele fresca, o cabelo molhado e o baque de algo no alto da minha cabeça, ri alto, aberto e de cara molhada.
Eram tantas as pessoas, tantos os amigos, e eu corria - “bexigas d’água”-, já era inevitável, nossas roupas estavam encharcadas e eu não podia deixar de sorrir, era uma manhã doce e imprevisível gostei do cheiro daquilo tudo, pensei nas cinzas esquecidas em uma clareira e ri ainda mais pela distração.
***
Senti a camisa quente sobre minha pele molhada, era macia. Abri a porta e sorri pra você, sorri pra a voz que nos guiou para o inevitável bombardeio de bexigas d’água, e fiquei feliz, o coração esquentou e ai veio a noticia: ainda não acabou.
A verdade é que não há muito que ser dito, algumas coisas só são especiais pelo fato de serem simplesmente feitas de coração, e eu amei o bolo com as velinhas de numero 16 em cima, amei todas àquelas pessoas se lembrando de uma data que não foi só importante pra mim, mas pra você. Eu dia 1 e você dia 2.
Eu sorri.
Eu poderia descrever com detalhes a guerra de bolo que resultou no final, nas minhas roupas encharcadas e no meu sorriso constante, poderia contar e escrever tanta coisa que acabaria transbordando de detalhes amáveis. E então, é que nada mais importa.
Porque, eu tenho os melhores amigos do mundo, tenho os melhores sorrisos guardados dentro do peito, peguei como recordação o numero 6 em cima do bolo, e o restou se tornou banal. Foi o melhore presente da minha vida, me deixou imensamente feliz e isso basta.

Obrigada a toda galera que organizou essa surpresa pra mim e pra Kety, tenho certeza que ela sente o mesmo, e sim eu amo vocês mais que tudo na terra.

E sorri de novo, pra sempre.


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segunda-feira, 2 de novembro de 2009

1º de novembro.



E se eu mudei talvez não tenha tanta importância assim, e se tiver eu vou ignorar pisar em cima dos erros e esquecer os defeitos. É porque eu nunca faço idéia do rumo que a minha vida vai tomar, dos amigos que vou fazer e das lagrimas que um dia vou derrubar.
Mas de uma coisa eu tenho certeza, há 16 anos estou aqui de cara fresca sorrindo pra vida, e não há nada de que eu deva me arrepender, e logo ontem que eu dormi cheirando a bolo de morango com uma noite quente me dizendo: “aí garota, feliz aniversário”.
Dormi bem, com um sorriso no rosto e outro no peito, porque eu sei que nada disso acabou, tenho tanto pra aprender e escrever, que sorrio para a noite dizendo: ”Obrigada, ano que vem tem muito mais”

foto: sim gente, sou eu!  *--*

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

O que já devia ter sido dito.



E me confundo com toda aquela bobagem de amor e de um futuro inventado por nós dois. A verdade é que eu sorrio com essas lembranças, é meio patético, mas sorrio toda vez que você diz algo que eu não levo muito a sério, algo que eu tenho medo que aconteça.
Não que seja algo ruim, na verdade não é, pelo menos eu penso que não seja tão mal, mas isso me assusta, já te disso isso. É um sentimento tão inalcançável que quando você se aproxima de mim eu me escondo, dou pra trás. Talvez seja esse meu instinto de autopreservação, não sei, mas essa é a verdade.
Bom, não há mais sorvete algum aqui, e eu fiquei sozinha naquele nosso banco, talvez seja porque eu percebi que isso não tem importância e resolvi crescer e ler um livro enquanto um sentimento apodrecia aqui dentro. Apodreceu, essa é mais uma daquelas verdades encardidas que eu não deveria citar e ainda me pergunto se é amor, ou é só uma amizade forte o suficiente pra te confundir.
Porque não importa o que aconteça eu sei que você está ai, e já faz tanto tempo que parece que você sempre esteve me olhando e me deixando sem graça, eu ainda canto de olhos fechados “I hate myself for loving you”, porque essa meu bem é a mais pura verdade.
E não há nada que vai fazer mudar, essa coisa que pulsa aqui dentro toda vez em que eu falo o que já deveria ser dito, toda vez que eu esqueço e finjo não sentir, porque dói e refresca e depois me faz sorrir, assim te dizendo tantas verdades de uma única vez que eu desmoronaria com uma única mentira.
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Agora sim, é a ultima vez.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Delas cinco.

Algo rompeu na escuridão e queimou em nossas veias. Algo que nos fez transbordar de uma forma inegável, que nos fez sorrir e chorar. Venenosas e doces, elas colocam tudo no papel, escrevem até não terem mais nada a ser dito, e agora resolveram se juntar, porque agora há um blog que é Delas e entre elas.




Todas juntas em um só blog: Delas.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Amor e clichê





E tem dias que eu não sei por onde começar, eu acabo soltando a linha e perdendo verso. Há vezes que não tem o que ser dito, mas minha vontade de amor me faz sonhar e criar paixões, e gosto disso, desse maldito clichêzinho que faz meu coração palpitar e minha boca sorrir.
E logo eu que ainda não cheguei a provar da realidade do amor, que não dei murro em ponta de falta alguma, crio meu amores platônicos e íntimos e me perco neles. Porque na verdade eu gosto dessa coisa toda, do frio na espinha, do sorriso involuntário e das bochechas rosadas.
E eu ainda me derreto com aquela fala mansa, a voz baixinha me chamando: “morena”, e eu ainda sonho com um sorriso iluminado e com um olhar meu, de amor real, onde eu sinta e consiga pegar em suas extremidades, onde eu possa engolir tudo sem me engasgar.
Porque no final a gente começa a pensar no começo, e não há porque ou onde que delimite ou marque o momento em que eu dei o meu suspiro e passei a sorrir sozinha, e amar não é explicar é sentir, é provar e pegar.
E esse ridículo me cai bem, me deixa leve e fresca, o clichê se torna reutilizável em certas medidas em quanto eu crio mais amores pra me lavar.
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sábado, 24 de outubro de 2009

Dela.



Quero é que você se lembre de mim assim: do jeito que eu estou agora. E falo sério quando digo que gosto de lembranças leves e que tenho fascinação por batata frita mergulhada no sorvete de baunilha.
Sei que hoje não é um dia bom, nem pra você ou pra mim, mas eu ainda gosto de sorrisos, do modo com que os lábios se mechem mostrando os dentes e ao mesmo tempo te dizendo: “E aí? Vamos jogar tudo pro alto e ser feliz?”. Gosto disso, dessa sensação, da quentura no estomago que me sobe quando você me pede pra sorrir com um olhar.
E, sei que meu cabelo ta sujo e desalinhado, acordei com a maquiagem de ontem e não tenho nenhum vício além do seu perfume que me faça ficar na janela com cara de tapada pensando em beijos não dados e amores alheios. Não pretendo que nada disso faça algum sentido lógico, afinal quando é que você e eu fizemos algum sentido?
Estou no meio de um sábado quente e a minha casa ta uma zona, sinto minha garganta rasgada e alguém me roubou o ar, mas talvez isso seja banalidade minha, porque meu aniversário ta chegando e eu sinto alguns sonhos despencarem nas minhas costas e eu não tenha nada para pra falar ou pedir, alem de que você se lembre de mim assim: do jeito que eu estou agora.

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Soberana.

* Talvez se o mundo explodisse, eu continuaria a sorrir -  não sei. Quer apostar?









Devo sim, ter entrado na rua errada, virado em uma esquina que não deveria existir, é me perdi em uma dessas ruas sujas e impacientes, e não me preocupo muito com isso, me sinto bem assim – perdida – é uma sensação boa a que fica aqui comigo vagando de esquina a esquina – de não ser encontrada e não encontrar nada.


E além do mais, já aprendi que sou fria pra não me incomodar com lágrimas, que sou arrogante o suficiente pra conseguir ignorar quem quer que seja, e sou infantil o bastante pra não saber o que fazer depois. Já me disseram isso uma vez.




Perambulo por esse mundinho decadente não faz nem duas décadas ainda, mas já sei que nem tudo na vida a gente aprende com os outros, então eu descobri, que cometer erros é banal, reconhecê-los é nobre, mas não se arrepender deles é cruel.


Devo sim, ter nascido fria – berrando pro mundo o que eu achava de todo aquele calor sufocante- ter crescido egoísta, e desajeitada, estampando sorrisos e aprendendo o sentido da contrariedade, e agora você olha na minha cara e me chama de soberana, e eu não to nem aí.


Minha sinceridade não te incomoda, ela te corroi ao ponto de você não saber mais o que fazer comigo. Não me arrependo de deixar pelos cômodos um silêncio inquietante e engolir perguntas que não serão respondidas, você vai cansar e vai perceber que a minha sinceridade é algo que você não me deveria censurar.


Esse veneno não me mata, ele só me enoja.
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Apostado*


segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Só dele.




“- Vai ser mais fácil assim. Não vai precisar se livrar de mim mais tarde.
- Nem agora. Você ta fugindo de mim. “


Porque não importava o que me fincava o peito toda vez que ele olhava em direção a porta ou toda vez que seus dedos repousavam naquela mala ao seu lado. Quando mais eu o queria, mas ele me escapava, quando mais eu gritasse por seu nome, mais voz eu perdia – até ficar muda de amor.


“- Não.
- Sim, você esta. ”


E eu devia solta-lo.
Eu tinha que fazer algo por mim, eu não podia simplesmente pegar minha sombra pela mão. E talvez a essa altura –pelo menos pra ele- nada passava de uma desculpa esfarrapada, daquelas que a gente usa pra esconder a sujeira depois que a bosta já foi jogada no ventilador.
Eu não podia prendê-lo a mim, eu tinha que deixá-lo viver e me preservar ao luxo se me amar sozinha e aprender a me cuidar, de ser só eu e um lado da cama vazio, sem perfume e sem sorriso.  Eu não tinha mais escolhas. Soltei-o


“- Vem comigo, então?
- Vou.
- Eu to falando serio
- Eu também. ”


E ele me pegou e não soltou. De jeito e com graça.




*Um mini conto inacabado que eu achei no meu caderno.  ;*

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Então, por favor.



- O moço esquece toda aquela historia de fazer planos e não traga mais nenhuma lagrima aos meus olhos, esqueça as cantadas furadas e aquelas malditas frases clichês. Então só me traz uma nova rodada de amores impossíveis e uma porção extra de pecados, mas dessa vez moço, não se esqueça: pode carregar na minha falta de juízo.




Surteei: 1 ano de blog  ;*