quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

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Uma qualquer.
Que fazia rock com as pontas dos dedos. Sorria de malicia, pra esconder o medo, aí engoliu o choro que desceu rasgando pela garganta, era cruel, ele gritava lá de dentro.
E se dizia entender do que se presa, e arrancava de si o amor a dentadas. Rasgava cartas de amor pra ver se enxugava as medíocres lagrimas, e se fingia de morta só pra ver o coração apodrecer em suas mãos.
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domingo, 6 de dezembro de 2009

She



"I 
Acordou com a boca seca, sentiu um frio lhe percorrer a espinha. Levantou desnorteada procurando o cobertor, e quando percebeu que não ia encontrá-lo resolveu se levantar para ascender à luz. Ainda era noite, mas o sono havia se esgotado, e então se lembrou, abriu os olhos e deu de cara com a rua, carros passando, e a ignorando ali.
Estava sozinha e com fome, em cima de um papelão, o frio lhe percorreu o corpo e ela estremeceu. Era a sua quarta semana fora de casa, levantou e arrumou a mini-saia, retocou a maquiagem forte na luz de um poste, e foi em direção a calçada.
Ela sabia por que fazia aquilo, não se sentia bem, claro que não. Mas ela já não podia mais controlar, era um vicio e ela não via saída a não ser continuar com a vida que ela mesma optou.
Um carro parou, era preto e caro - isso ela conseguia perceber. O vidro do passageiro abaixou e ela foi até a janela, só havia um homem, por volta de seus 55 anos, cabelos grisalhos e olhos negros, pele branca e acima do peso, era gordo e falava com a língua presa, usava correntes de ouro e precisava de um banho. Ele a ofereceu cinqüenta reais. Cinqüenta reais, era bastante, não pensou duas vezes e entrou no carro preto, que parou em motelzinho qualquer.
II
Sempre procurou não pensar muito, talvez isso a enlouquecesse. Vestiu-se, pegou seu dinheiro e foi embora, já havia amanhecido e ela tinha muita fome, colocou a mão sobre o ventre e resolveu ignorar o futuro que ela ia dar para a criança que vivia dentro dela. Foi para o supermercado, e comprou água e algum alimento não perecível, o resto do dinheiro tinha um destino muito mais importante, julgava ela.
III
Ela o avistou virando a esquina, um cara alto, moreno, usava brincos e sorriso malandro no rosto. Ela estava apreensiva, não via a hora de usar, bebeu o resto da água que lhe restava, e pegou o seu dinheiro e entregou para o cara moreno que todos chamavam de Nóia.
Ele estendeu a mão, e contou o dinheiro, um leve risinho percorreu seus lábios, levantou a cabeça vendo se não havia alguém por perto, e tirou do bolso uma sacola, - dessas de mercado - e a entregou, nela havia algumas pedras brancas que ela sabia muito bem como usar. Ele se virou em foi embora, como se nada houvesse acontecido.
“Crack!”, pensou ela. Fechou os olhos e colocou a mão sobre o ventre, era prostituta porque queria se drogar, e se drogava porque foi mimada o bastante para não querer ouvir um não resposta. Carregava um filho que ela nem sabia quem era o pai. Revolveu ir para um beco e queimou algumas de suas pedras de crack, para não pensar em mais nada.
Essa foi a vida, que uma menina de 16 anos escolheu."


A verdade é sim muito vergonhosa, mas não podemos simplesmente virar a cara e fingir que não é com a gente, porque não é assim que as coisas funcionam. O Crack é um problema nosso, de todo mundo, e qualquer um aqui têm alguma coisa haver com ela.
O Crack mata, seja da forma que for, ele mata, seja por um roubo ou por overdose, a vitima nunca sai impune, e pode ser qualquer um. Então eu apoio a idéia, e digo em alto e bom som: SOU CONTRA O CRACK!
E você se quiser colaborar com essa super divulgação, que você como blogueiro deveria fazer é só clicar aqui, e acessar o todos contra o crack, e ficar por dentro dessa idéia.




Porque o crack galera, é muito mais do que careta!

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Criada.



Como se o mundo coubesse dentro do meu peito.
Como se meu peito não fosse suficiente.
Como se ser suficiente fosse verdade.
Como se suas vontades fosses Lícitas e meus desejos aceitáveis. E seria assim, caso eu não andasse pelas ruas com a nuca abafada de maus comentários e dores de cotovelo.
Tenho um amor selvagem e pagão, que grita e me arranha o peito, ele sangra porque vive não por estar morrendo. Sorri, por não saber como chorar. Solta o verbo por não querer amar.
E se mostra a língua, é mostrar que sente o gosto da amargura da sua alma, sente e fica calada, porque sentar e enfiar biscoito de polvilho na boca é melhor do que perder vocabulário com caso perdido, pisado e enterrado.
E, mesmo que tudo isso se torne ignorável, vou deixar os farelos pelo chão, vou deixar minhas roupas e meus versos jogadas pela casa, como se não fosse nada. Como se minhas proporções fossem inaceitáveis ao mundo que se instalou no meu peito.
Como se tudo houvesse feito sentido, e jogado pro alto. Como se meu peito não trincasse, e eu soubesse chorar e prender o verbo nos dentes. Como se eu fosse sua, dentro de qualquer circunstância, e como se existíssemos além das letras que viram pó.
Olha que não estou reclamado, porque meus lábios carregam o sorriso da noite passada, escondi minha responsabilidade de baixo da cama, e tratei de pintar as paredes do meu ser, agora é vermelho, agora é seu.

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Terra.

Ela se via jogada sob seus problemas, uma montanha. Ela se equilibrava sentada e abraçada aos joelhos, e lá de cima conseguia deslumbrar uma figura caótica e desesperada chamada terra.
Seus problemas não eram de fato assim tão grandes, mas ela sempre fora de “outro planeta”, uma figura singela, baixinha e magricela, tinha cabelos curtos e negros, olhos opacos e inexpressíveis, sentada em seus problemas e observando a terra.
E então, ela se pegou em um sorriso enviesado, de menina sapeca que acabou de aprontar, um vento que vinha sabe-se lá de onde a atingiu, e alguns de seus conflitos voaram e subiram ao topo de sua montanha, ficando junto dela. Por algum motivo ela sentiu uma necessidade inexplicável de se levantar, e com muito cuidado ela se plantou de pé, pisando com o sapado sujo em cima de um amor não resolvido.
A terra continuava lá, indefesa, sendo destruída aos poucos, por dentro, e por fora. Ela fechou os olhos, utilizou o resto de suas forças e respirou fundo, e um cheiro de esperança e sorriso infantil tomou conta de sua narina. Ela abriu mais uma vez um sorriso, agora largo e se pegou de braços abertos, ela não queria mais seus problemas, decidira assim, de coração gelado que não precisava deles.

TUM.

Sentiu uma fincada no peito, quente.

Ela sabia que podia fazer alguma coisa, não tudo, mas ao menos a sua parte, ela não estava sozinha.

TUM
De novo, e ela se entregou, sentiu o sangue agora quente em suas veias, sorriu e com os braços ainda abertos ela se jogou do alto de seus problemas, e voou.
Abriu os olhos e o peito se encheu, não sabia bem ao certo o que era, mas isso a tranqüilizou um pouco. Olhou para terra, enfraquecida e mal tratada. Sim, ela podia tentar fazer alguma coisa, abraçou o mundo com os dois braços, o coração acelerou e ela só emitiu um som, baixinho, mas foi o suficiente para a terra ouvir.

- Vai ficar tudo bem.

E então se pegou ao desespero, ela não estava sozinha, nunca esteve, eram milhões, bilhões de pessoas encarregas de tomar conta da terra.

- Ela pode morrer! – Gritou ela, sacudindo seu corpinho magricela no meio da multidão.

Seus olhos se encheram de lágrimas, ela tentou gritar mais uma vez, e foi em vão. Ninguém a ouvia, ninguém se importava. Ela gritou mais uma vez, o mais alto que pode, sentiu a garganta fraca. Não sabia o que fazer. “dependemos dela, porque eles querem deixa - lá morrer?”
Sentou-se em lugar qualquer em sua alma, abraço a terra contra seu peito o mais forte que pode, lagrimas caíram e pingaram delicadamente sobre o globo em seu colo, o coração ficou amargo, as palavras se perderam no fundo da garganta. Ela não sabia o que fazer.
- Desculpe. – Foi só isso que ela conseguiu dizer.



PS: Desculpa gente, ando péssima em criatividade, eu sei.

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Aqui





E cada um nasce de um jeito, e essa coisa de ser paciente não é comigo, essa coisa de atenção, silêncio e concentração me deprime, aí depois me da crise de riso, esqueço tudo e vou colocar a minha cara no sol, as vezes tenho que falar com ele e explicar o motivo de meus risos, é o sol me entende.
Sei que ainda vão me chamar de mimada e cínica, mas acontece que há coisas em mim que eu mesma não descobri, me derreto toda quando dizem coisas boas, aqueles elogios que me fazem duvidar de mim mesma, porque no fundo é tudo tão simples que a gente faz questão de complicar, como quem coloca sabão no meio do caminho pra ver os outros escorregarem.
E eu me lembrei o motivo de nunca me acertar comigo mesma, de tropeçar sempre nos mesmos erros e rir das mesmas piadas idiotas. É que eu me deixo tão leve e transparente que nada é fácil o suficiente, porque o que a gente gosta é mesmo é de pisar em cima dos problemas de camisa suja e sorriso pretensioso no rosto.
E eu quero mesmo é complicar, assim, daquele jeito que vai me de deixar de calo em pé, coração acelerado e lagrimas nos olhos. Não, não é que eu goste de sofrer, mas é que quanto mais complicado tudo isso fica, mais fácil se torna saber que se esta feliz de verdade.
Porque minhas veias queimam quando há espaço o suficiente pra correr e me perder naqueles mesmos caminhos, me sujar de amores e voltar pra casa descabelada com o peito encardido e cheio de historias novas pra contar, porque nossas historias só terminam quando a terra é colocada a sete palmos a cima de nossos olhos e nenhuma letra flora de nossas pupilas.

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Amém.




Obs: Ahãn, sou eu na foto de novo. É que no ultimo post me falaram que eu sou bonitinha, adorei.. HAUAHAUAHAUS,  coloquei outra. Mas acho que vai ser a ultima, senão as visitas vão começar a cair.  u.u

Prometo responder a TODOS os comentário até o proximo post!  :)

Morri de saudade daqui, serio mesmo!


sábado, 21 de novembro de 2009

Um tempo.



E aquelas coisas essenciais vão devorar todo o meu tempo. E fico triste em saber que vou me ausentar, mas feliz por pensar que alguém vai esperar para me ler.
Acontece é que eu ainda to no 2º ano do ensino médio, ainda tenho provas de física e química pra me ferrar, então, tenho que tentar essa coisa de ser responsável e ler algo que me ensine eletricidade, mols e alguma coisa sobre os Artrópodes.
Quem me dera sorrir e dizer, “tudo bem, tenho tempo livre pra escrever”, que nada, isso soa pior que comercial de sabão em pó barato, não tenho tempo, mas não quer dizer que eu vá sumir, que nada, vocês vão me agüentar muito nessa blogosfera ainda.
Só peço uma semana, não se esqueçam de mim, eu tenho um tempo pra matar quem esta me sufocando. 

Duanny.

Obs: Sou eu na foto, dia que eu fui no Play Center com meus primos  *--*

terça-feira, 17 de novembro de 2009

E eu sei que anda tudo repetitivo de mais.



Sinto as mesmas palavras em meu ventre gerando versos com garras, sinto o sol queimando a minha boca e meus poros suarem letras soltas.
E agora, não preciso que você diga mais nada, simplesmente ouça com atenção, minha visão ficou embaçada e eu só vejo o que me mostram, e falo isso como quem anda pelas ruas de sorriso na cara e mente absurda e fraca. Meu vestido rosa, dança com seu nome pregado na bainha, e é tudo tão igual.
É porque, minha cabeça lateja ao som daquela musica, minha boca ficou seca, e a única coisa que eu faço bem é fechar os olhos e sonhar. Consegue sentir? Sente a brisa no encalço da sua nuca? Pois então meu bem, é a minha carta cheia de conspirações que sussurrei a você.
Então ouça, ouça com atenção, porque meus olhos se fecharam e eu já posso sonhar com você no meu mundo, e daqui meu bem, eu não pretendo sair assim tão rápido.
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sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Arisca.




E brota aqui dentro do peito palavras tão amargas que chego a pensar que não são minhas, que não são meus filhos mal criados, ou minhas crias largadas no papel, que são meras intrusas em meu coração ácido e meu sangue quente.
Palavras frescas, de letras pesadas, inconveniente marcando minha pele e manchando meu peito. E, isso dói, em cada letra que reconheço e cada riso abafado, machuca, uma agulha raspando minha pele incansavelmente.
E consigo dizer assim, um tanto sem graça, que é tudo verdade, e da pior espécie: pura. Cada uma daquelas palavras me devorando por dentro é uma verdade, uma verdade que eu engoli pra não ter que encará-la no final da tarde. São verdades entorpecentes, que doem e correm bem aqui dentro, e observar e ser ignorada me parece desculpa pra não ser igual.
Porque as verdades machucam, mas eu não sabia o quanto. E continuo tento os risos no canto dos lábios, e amores subindo por minhas coxas, só que dessa vez eles estão sozinhos e calados.
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segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Ilegível.



E esse meu rasgo no peito, sangrando a mera desilusão, é ferida aberta pra não esquecer que qualquer amor vale à pena. Esse meu sorriso, pregado e escancarado na cara é só pra lembrar, que sim, esta sangrando, só que já não dói mais.
Há algo em minhas mãos, e eu o chamo de oportunidade, e meu bem, me lavo com ele a cada passo que você da em minha direção, e me afogo na sua falta de voz, e engulo vícios quando você sorri e diz que sou tudo o que você procurava.
Sei que é mentira, mas ainda me faz sorrir. E revolvi ignorar qualquer verdade ou pretensão que não seja se perder no meio de feridas abertas e rasgos profundos, porque no final, sempre vale a pena.

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Se na escuridão da noite você sentir um aperto no peito, e uma vontade inexplicável de gritar. Sorria, são as letras que eu joguei pra você sussurrando “vem brincar”.

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Ponto.





Costurei todos aqueles amores indecentes na barra da minha saia, grudei no meu sorriso uma dessas frases medíocres de fim de noite. Resolvi que não me importaria com meu cabelo desalinhado ou com a minha bolsa vermelha cheia de casos perdidos, sorri amarga.
A vida meu bem, é muito mais do que você quer que ela seja, afinal todos nós somos iguais, todos sangramos vermelho, e você uma hora dessas vai se dar conta disso, e pra minha surpresa eu espero que não seja muito tarde.
Porque eu sou fruto de um acidente, e cresci contra a vontade de muitos, e isso só me fez perceber que o que não suja, molha, e o que não quebra, machuca. Feito as palavras que você jogou na minha cara e se dissolveram em meu peito fraco de desilusões ácidas.
E isso, já deu no saco, é excessivamente igual. São palavras gastas que não deveriam ocupar muito o espaço das minhas mãos, a diferença é que agora eu agüento o tranco, e te vejo como todos vêem: um cara sentado no sofá, sujando meu tapete com cigarro. Inútil e desprezível.

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